Wes Anderson: dois filmes para amar o diretor

by - agosto 18, 2020

Semana começando, o mês já cruzando a metade - parece que agosto nunca passou tão rápido (ou todos os outros meses passaram devagar e nosso ritmo mudou?) Seguimos com nosso #artistadecinema, Wes Anderson, sempre festejado por onde passa.

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Wes Anderson
Por aqui já falamos um pouco sobre o diretor e sua relevância para o Cinema. Também indiquei cinco filmes para nos aprofundarmos em sua filmografia e agora estamos aguardando o mais novo, The French Dispatch estrear em algum streaming. Os cinemas ainda não abriram aqui no Brasil e mesmo se abrissem, não sei se estamos no melhor momento para investir neles, mesmo com toda a saudade batendo forte. Enquanto desenvolvem a vacina e ficamos na expectativa da redução de contaminados dessa pandemia, trouxe as críticas de dois filmes que assisti quando foram lançados para apurarmos nosso olhar sobre as produções de nosso artista de cinema do mês.

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Moonrise Kingom (2012)
Quero ser criança novamente!, gritou o meu coração. Quando somos jovens, ouvimos nossos pais e tios nos dizerem isso e quase não acreditamos. Eu sentia naquela época – porque tive uma infância muito legal, por sorte – que isso era verdade e que em algum momento eu ia querer um revival. Acabei de sair de Moonrise Kingdom e minha infância voltou com força total.

Sabe aqueles filmes fantásticos da Sessão da Tarde que nos marcaram para sempre? Pessoas da minha geração e de gerações próximas sabem do que estou falando: Conta Comigo, Goonies, História sem Fim, Labirinto, ET, Lagoa Azul. Lembram o filme lindo do ano passado Onde vivem os monstros? O filme desse ano traz a história de um escoteiro mirim e uma garota que se correspondem por carta e decidem fugir: o garoto do acampamento, a garota, de casa. Encontram-se no meio do caminho e partem para um pedaço da costa da pequena ilha em que vivem. E a partir daí, vivemos uma aventura deliciosa, inocente e um pouco sarcástica como só um filme de criança poderia ser. Continua aqui.

O Grande Hotel Budapeste (2014)
Numa aula de ética voltada para o trabalho, o professor falava que um certo filósofo entendia que só poderia considerar alguém ético, depois de sua morte. Aí faríamos um apanhado de sua vida, como um currículo pessoal, levantando seus dilemas e resoluções tomadas. Então, poderíamos qualificá-lo como qualquer coisa. Assim, passamos a vida acima de qualquer suspeita, sem sabermos como definir-nos, mas com isso, carregando uma ‘culpa’ de estar sempre tentando fazer o bem, para que no fim, ganhemos um atestado de boa conduta post-mortem. 

Falo disso, porque tenho uma dificuldade em estabelecer ídolos. Grandes músicos, políticos, homens e mulheres das artes e esportes perderam um pouco desse glamour, dessa aceitação pelo que produzem e eu mesma fico pensando se aqueles que acho incríveis são realmente assim. Não sei se podemos chamar isso de perda da inocência, da ingenuidade que é essa facilidade em acreditar no outro, mas hoje contamos nos dedos quem admiramos fortemente. Pensando no cinema e nos diretores vivos, um que me ganhou e que espero que produza na mesma frequência do atualmente execrado, mas diretor de grandes filmes Woody Allen é Wes Anderson. Continua aqui.

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Semana que vem teremos nosso último encontro com Wes Anderson, nosso artista de cinema de agosto e fiquem ligados para saber quem vai brilhar por aqui em Setembro! Agora que chegamos por aqui, já conhece o Buy me a Coffee? :)

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