Filmes: 10 produções que vão mexer com sua mente

by - agosto 27, 2020

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Hoje é o dia do Psicólogo e nada mais justo do que prestar uma homenagem a estes profissionais que tanto nos ajudam no cotidiano, nos mais diferentes campos e alcances. Em tempos de pandemia, nunca os psicólogos e psiquiatras foram tão requisitados e necessários. Com isso, segue a imperdível lista de 10 filmes que mexerão com nossas mentes, trazendo estes profissionais e suas histórias para o primeiro plano, as questões de saúde mental e que dão muito o que pensar.
 
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Um método perigoso (2011)

Em português: Um método perigoso (está em inglês no streaming). A base e história da Psicanálise começa aqui, com Sigmund Freud (Viggo Mortensen) e seu pupilo Carl Jung (Michael Fassbender). Sabina Spielrein (Keira Knightley) é diagnosticada com histeria e inicia tratamento com Jung, com quem começa um relacionamento. Interessante, mostra tanto nossas fragilidades e falhas, quanto nosso poder de reconstrução. Dirigido pelo sempre interessante David Cronenberg e com grandes atuações. Na amazon prime.

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Clube da Luta  (1999)

Clássico moderno do cinema americano e dirigido por David Fincher, Clube da Luta é muito mais do que um filme de brigas entre homens. Um suspense psicológico com traços de comédia e ação, que nos deixa quase tontos com uma velocidade narrativa e criativa. Aqui, um burocrata (Edward Norton) conhece um Tyler Durden (Brad Pitt), um cara que produz sabonetes e juntos eles abrem um Clube da Luta, quase um espaço terapêutico cheio de testosterona para romper com os estresses do dia a dia, 'vivendo de verdade'. Baseado no livro homônimo de Chuck Palahniuk, conta ainda com Helena Bonham Carter e não vale a pena falar mais do que isso, quem não viu, veja agora. Na amazon prime. 

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Mommy (2014)

Xavier Dolan é jovem, ousado e bom. Os filmes dele costumam também acompanhar essa tríade e Mommy impressiona. O drama gira em torno de um filho temperamental e, aparentemente com distúrbios de comportamento e vemos em sua mãe amor, dor e glória, como só as grandes mães do cinema sabem ser. Levou o prêmio do júri em Cannes e é impressionante, em ousadia técnica e narrativa. É dele também o maduro, ótimo e tenso, É apenas o fim do mundo (2016). Na amazon prime.

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Terapia do Amor (2005)

Um filme leve, que brinca com as questões entre terapia e terapeutas. Meryl Streep é Lisa, a psicanalista bem resolvida e tranquila de Rafi (Uma Thurman), uma mulher de negócios que sofre com suas questões e um pouco de solidão. Coincidentemente, Rafi conhece o jovem David (Bryan Greenberg), começam um relacionamento e isso vai causar transtornos para as duas. Divertido, um pouco bobo, vale para levantar a moral e distrair. Com ótimas atuações. Na amazon prime vídeo.

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Um estranho no ninho (1975)

Um ‘clássico moderno’, como diria a prateleira da minha finada videolocadora aqui de Salvador. Os melhores filmes estavam sempre por lá. Pois Jack Nicholson não fez apenas O Iluminado ou Easy Rider, mas muitos outros ótimos que merecem destaque. Aqui, ele é McMurphy, um criminoso que alega insanidade e vai parar em uma instituição psiquiátrica com um sistema brutal. De Milos Forman, nem sei se precisa dizer mais nada. Ah! E também é uma adaptação literária, a partir do livro de Ken Kesey. No amazon prime.

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Divertidamente (2015)

Uma das animações de maior sucesso da Pixar, Divertidamente é aquele filme que se pode chamar de 'para toda a família'. As crianças se divertem com os sentimentos funcionando dentro de nossas cabeças e nos comandando, e os adultos tomam um banho de aulas de psicologia, educação emocional e saúde mental. É interessante, não tem nada de bobo e nos deixa inspirados para pensar em nós e nos nossos - amigos, colegas, familiares - em como e porque reagimos de determinadas maneiras, bem como porque é importante saber reconhecer e viver esta amplitude de sensações e sentimentos que acontecem dentro da gente. Imperdível e ainda está na netflix, aproveita!

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Jim & Andy (2017)

Todo mundo conhece Jim Carrey por O Máscara (1994) e outros filmes de comédia nem sempre incríveis – apesar de eu gostar muito de alguns. O que menos gente sabe é que ele era fissurado em um comediante americano que se tornou famoso em meados dos anos 70, Andy Kaufman, uma figura inusitada e brilhante, às vezes causando desconforto com sketches diferentes, às vezes tido como um gênio. Andy tinha não sei quantas particularidades e, depois de morto, Jim Carrey o interpretou em O Mundo de Andy (1999). O que o documentário mostra é o processo de incorporação do ator em seu personagem, que foi levado de uma forma e grau tais, que não sabemos se esta incorporação seria uma espécie de ‘reencarnação’, uma performance fora do comum ou um delírio. O documentário vale para os amantes do cinema e suas narrativas e também para conhecer um pouco mais sobre estes dois monstros do cinema americano. Dirigido por Cris Smith, o mesmo de Fyre (2019). Na netflix.

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Precisamos falar sobre Kevin (2011)

Um filme difícil e doído que parece trazer mil referências de histórias de mãe e filho. Tilda Swinton é Eva, uma mãe que sofreu no parto e vive uma depressão pós-parto complicada e não compreendida. Enquanto Kevin, seu filho, cresce, as relações se tornam ainda mais complexas e o comportamento do filho, estranho. Entre um suspense aterrador e grandes atuações, ficamos presos em uma tensão e tentando compreender a luta daquela mãe em se manter no padrão esperado da maternidade. Baseado no best seller homônimo de Lionel Shriver, está na netflix.

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Psicose (1960)

Esse aqui quase dispensa apresentações, do tanto que é cultuado desde seu lançamento e já trouxe o filme e a crítica, junto com nosso Artista de Cinema. O filme é de 1960, já dava para perceber alguma emancipação feminina, ainda que a pobre da Marion Crane (Janet Leigh) não dure muito na tela. A sinopse todos sabemos: uma moça rouba dinheiro do chefe e foge. Para em um motel à beira de uma estrada secundária e o resto é aquela faca subindo e descendo com a trilha que nos impede de tomar banho tranquilos com a cortina do chuveiro fechada. Norman Bates (Anthony Perkins) é o dono do Bates Motel - a série em exibição na Netflix vem daí - e vive em um casarão ali pertinho com sua mãe idosa, que só vemos à distância. Ele recebe Marion e tudo corre bem, até que... Hitchcock proibiu a entrada de pessoas nas sessões depois do filme começado, para que não perdessem nenhum minuto da tensão que ele queria construir em nós. O filme é uma adaptação de um livro que nem é grandes coisas, de forma que o filme o supera ridiculamente. Mais uma vez, Hitch aproveita toda a sua experiência para brincar com o espectador, entregando o crime no primeiro terço da obra e nos deixando tensos até o final. E que final. Na netflix.

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Seven (1997)

Se Clube da Luta é um clássico, o que dizer de Seven? Dirigido pelo mesmo David Fincher (que também fez Garota Exemplar - o diretor realmente diz ao que veio), traz Brad Pitt e Morgan Freeman como Mills e Sommerset, dois detetives que investigam uma onda de assassinatos por um serial killer com questões católicas a resolver. Não vale dizer mais para quem não viu, mas quem viu sabe que vale assistir de novo, como uma sessão da tarde de luxo. O filme mexe com a gente ao trazer religião, as cruedades perpretadas pelo vilão e o jogo psicológico que faz com nossos heróis em grandes performances. Assista agora, na netflix.

Já assistiu todos? Gostaria de saber mais dicas de filmes sobre este universo, me conta aqui nos comentários :)

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2 Comentários

  1. Eita que agora minha lista lotou! hahahaha... Vários filmes que eu amo (Psicose, Divertidamente, Clube da Luta), vários filmes que eu preciso rever (Seven, Um Estranho no Ninho) e filmes que eu preciso ver (Mommy e Um método perigoso). Acho que Seven vai ser a primeira vítima, já coloquei na minha lista hahaha

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    1. Hahahahahahaha... adoro Seven também, mas é pesado, né? Acho um filme 'carregado', por essa interseção de perversão, religião, vingança e doença... ou eu estou sensível demais neste isolamento social. hahaha :P Mas, um filmão, sem dúvida.

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