Café: extraforte: nova marca, mudanças e um pouco de história

by - julho 01, 2020

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Hoje é dia de alegria! Estamos de marca nova, atualizada e linda, então resolvi contar um pouco a história do Café: extraforte e de como cheguei até aqui. Meio sem saber como começar, conversei com uma amiga, que perguntou: há quanto tempo o Café existe? Eu calculei uns dez anos e fui buscar a primeira postagem. Pra começo de conversa: fevereiro de 2007.

O curioso deste primeiríssimo texto é que ele puxa algo que não existe mais, para a minha infelicidade e incompetência na arte de fazer backups: tive outro blog antes do Café, o Instantâneos. Ali, já buscava uma coisa entre cinema e textos curtos. Eu gostava bastante, mas queria novidade. O Café surgiu voltado para a Crítica de Cinema, tudo com C maiúsculo, de quem quer se levar a sério - era o último ano da graduação em Cinema. Em paralelo, mantive uns textos aleatórios e outros mais ambiciosos. E a coisa foi andando.

Em 2009, ganhei uma marca. Jamile Buck, amiga da vida, da família e dona da melhor agência de endomarketing que existe, a Nova Café, desenvolveu essa arte linda que fala de conversa, de bate papo com café, elemento que nos une - a mim e a ela - e a muitos outros amantes deste grão-bebida maravilhoso. A arte era para isso, para dar uma identidade para o que eu via como crítica de cinema, como uma conversa com o leitor, assim como para os contos e crônicas, para sentar em casa e passar o tempo. Tudo isso de marca e identidade eu fui entendendo aos poucos, quando entrei na Globosat e fui trabalhar com publicidade.

A correria era grande e nos dez anos que se seguiram, mantive o Café funcionando. Não aguentei também ser apenas coordenadora de produção comercial na tv, então fui assistente de produção em um festival de cinema, coordenadora em outro, jurada em um terceiro. Continuei com as cabines de imprensa e segui escrevendo as críticas e histórias no Café, virei colaboradora no Plano Feminino e no Blah Cultural. Fiz um monte de cursos e uma segunda pós-graduação (a primeira foi a que me levou ao Rio, em Cinema Documentário na FGV), em Literatura, Arte e Pensamento Contemporâneo na PUC. Passados dez, quase onze anos, tudo mudou de novo. Chegamos em 2020.

2020 significa 13 anos de Café: extraforte. Mas, também significa saída do emprego, pandemia, deixar o Rio de Janeiro, voltar a Salvador. Significa o fim de um ciclo, transformação e abertura de novos caminhos. Significa uma pausa obrigatória - a da pandemia - e olhar para dentro, para o que temos de íntimo e definidor de nós mesmos. Uma grande tarefa. Significa, para mim e por fim, o retorno à minha cidade natal, que deixei menina e voltei mulher. Com tudo isso e com a forma como consumimos internet e conteúdo hoje, significa também que o Café: extraforte precisa mudar.

A nova marca, também desenhada por Jamile, dá uma ideia mais clara das coisas, dos objetivos, do que é preciso fazer. Ao mesmo tempo, traz um conceito de integração e novidade. É algo que conversamos bastante, até pelo consumo de redes sociais e de como precisamos estar conectados 'o tempo inteiro' - coisa a qual me oponho ardentemente. Uma atualização de marca é como apertar aquele refresh do navegador, o F5 do teclado. É piscar o olho várias vezes para lubrificar o olhar, é levantar da cadeira para esticar a coluna e se alongar. É pegar um cafezinho, recarregar as baterias e voltar ao trabalho. É assim que eu vejo o Café: extraforte, como um espaço de integração, de comunicação e conteúdo de qualidade. De experimentações. Também é um espaço a ser compartilhado com os os amigos que escrevem, com os artistas de cinema e sobre os assuntos que me movem e, por sorte, movem boa parte do mundo.

O Café: extraforte segue mais robusto, mais atualizado, com muito mais conteúdo diversificado. É um espaço vivo e que precisa ser compartilhado, feito para trocar ideia, para falar sobre os nossos assuntos, para ampliar horizontes e gerar oportunidades. O Café virou um projeto de vida e segue também como prazer, que é o que eu sinto quando escrevo. Como essa mocinha da xícara, que vai sorrir toda vez que alguém a convidar para um café em algum lugar. Que quer ser embaixadora de um café gostoso, de sabor forte e personalidade. Que quer visitar os cafés da cidade e do mundo. Que não quer fama, quer trabalho. E que quer, acima de tudo: cinema, viagens, livros e café.

Vem comigo, trago grandes histórias, boas energias e muita cultura para transformar ideias em projetos. São treze anos de formação, informação e a delícia de fazer tudo com o prazer de ter sempre uma caneca de café quente e fresco ao lado.

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1 Comentários

  1. Olha só, 13 anos de café... Parabéns! Não sei a quanto tempo venho acompanhando tudo de perto... pegando dicas incríveis de filmes, séries e livros, me deliciando nos seus textos... Enfim, não importa o tempo, sou feliz de ter esse cantinho de aconchego onde sempre encontro coisas boas e novas visões. Obrigada por estar sempre atualizando o café. Adorei as mudanças!

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