Antigas Agendas: uma introdução, confissões e muita promessa!

by - julho 29, 2020

Começa hoje uma nova coluna, meio por acaso, meio sem saber pra onde vai. São histórias de anos passados, confissões, diversões da adolesência e também daquele período depois dos 18 e antes dos 25 - puro caos e abobrinha. Vem, a diversão e a falta de vergonha na cara estão garantidas.

agenda-da-tribo-2007
Agenda de 2007
Como tenho dividido do lado de cá as atualizações da vida em tempos de pandemia, estou organizando a casa naquele momento faxina total, de roupas, móveis, utensílios e papeis antigos. Neste processo, encontrei a calça jeans da viagem de 1998 que insisti em manter naquela promessa de dieta que nunca aconteceu, e as agendas passadas, não de todos os anos, mas de alguns que por razões do universo, sobreviveram às intempéries. 

Com isso, encontrei uns textos de minha versão pré-histórica, que valem mais pelo conteúdo quase sempre divertido do que por um primor estilístico - era uma agenda-diário, calma. Postarei de vez em quando alguns deles sem ordem cronológica, ao sabor do vento, para nos divertirmos um pouco com as ideias de séculos passados - muitas vezes tão atuais e verdadeiras como o nosso presente. Espero que dê certo!

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Chocolate Quente

Sabe como é quando você gosta de alguém de verdade? É exatamente como o gosto do chcolate quente que tomo agora: forte, quente, amargo e doce - gostoso.

É manhã de quarta e o trabalho começa mais tarde. Estou numa cafeteria onde sempre tomo café e/ou seus derivados, mas hoje escolhi o chocolate. Tem um cara na minha frente se esforçando para se concentrar num texto que está escrevendo, enquanto lê outro; deve ser uma resenha. 

É engraçado porque ele está de frente pra mim - descobri agora a aliança em seu dedo - e eu fico parecendo aqueles pintores quando passam horas observando seus modelos. Este cara é meu modelo do dia. Será que ele percebe isso?

Todas as pessoas desta cafeteria têm tempo para deixar o dia correr. Surpreendentemente, ninguém toma café correndo, todos estão sentados. 

Sabe como você descobre se uma pessoa fofoca ao telefone? Quando ela vira os olhos para cima enquanto fala. Tão fácil.

Das duas, uma: ou ele está muito doido ou a revista é muito engraçada. 
Sabe o que é mais fantástico? O momento antes do sorriso. 

Tem este cara que está numa mesa lendo uma revista. E ele começa a rir. Foi incrível, porque deu para capturar o momento exato da transformação. Acho que ele percebeu que invadi sua intimidade.

Salvador, 07 de março de 2007

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