Amazon Prime - Maio 2020

by - maio 29, 2020

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Eu não sei vocês, mas uma imagem de café sempre me acalma o espírito. E tudo o que precisamos agora é de calma, para usarmos o tempo a nosso favor. Enquanto vivemos o isolamento, a quarentena desta pandemia no país com a pior política de combate à doença, sigamos com uma das coisas que temos de mais preciosas no mundo, e que às vezes não damos valor: a cultura. Sabemos que, em tempos de recessão, ela é a primeira que sofre mas, paradoxalmente, é uma das que mais se precisa, quando o ócio ultrapassa o tempo da preguiça gostosa e nos deixa um pouco vazios e entediados. Por isso, seguem aqui as dicas do Amazon Prime Vídeo, para nos alimentarmos com filmes e séries que valem a pena e fazem do nosso tempo, um momento de entretenimento, prazer e por que não, educação.

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Chef (2014)
Um filme que fala de uma profissão que vai aos extremos, do glamour de grandes restaurantes à lanchonete da esquina. Chef conta a história de um cara que pede demissão do restaurante em que trabalha pra resgatar a criatividade de que tanto sentia falta, comandando um food truck com a ajuda da família. Divertido, humano, gostoso de ver (pelas comidas e pelo ritmo) e ainda conta com um elenco estelar. Meio roadmovie, meio comédia, é tudo o que precisamos. Jon Favreau dirige, escreve e protagoniza o filme com Sofia Vergara, Scarlett Johansson, Bobby Cannavale, Dustinf Hoffman e Robert Downey Jr.. Em 2019, ele se empolgou com a história do filme e produziu uma nova série, The Chef Show, que será uma das dicas para junho, neste maravilhoso espaço.

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O bebê de Rosemary (1968)
Um clássico é sempre fundamental. Para o mês das mães, é uma piada e uma honestidade trazer esse filme, já que o amor da mãe por seu filho é genuíno. Rosemary (Mia Farrow) e Guy (John Cassavetes) acabam de se mudar para um novo apto e conhecem os vizinhos. Ela engravida enquanto ele ascende na carreira, tendo menos tempo para a esposa, que passa a estranhar a vizinhança. De 1968, é um filme brilhante e, mesmo sabendo do final, o que importa aqui é a construção do suspense, essa gestação tensa e ingênua que acompanhamos de perto. O filme é sensacional, um dos melhores de Polanski. E de Mia. Escola de cinema.

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Bem vindo aos 40
Saindo do horror para a comédia, aqui dá respirar, gargalhar e se identificar um pouquinho. Bem vindo aos 40 traz a história de Pete (Paul Rudd) e Debbie (Leslie Mann), um casal que está chegando à essa idade e mostram muita coisa do que vivemos e podemos viver em breve. Não tem como se fazer de jovem adulto, não é a melhor idade, é aquele meio termo que ninguém sabe direito como viver, mas vai levando, enquanto paga as contas e trabalha. Vale boas risadas. De Judd Appatow, diretor de outras comédias que seguem a mesma linha descompromissadae e que não ofende ningupém, Ligeiramente Grávidos (2007) e o Virgem de 40 anos (2005).

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Grandes Momentos
Esse filme é quase desconhecido por aí e é uma incrível comédia romântica. Alison Brie, a mesma do atratente, estranho e um tanto confuso Entre Realidades (2020) e da incrível série Mad Men (2007-2015), é Beth, que está às voltas organizando seu casamento, enquanto sua irmã Sarah (Lizzy Caplan) rejeita um pedido de noivado e tenta se entender e lidar com isso. É uma comédia não idiota que vai nos tomando pelas beiradas. Grande elenco, ainda que mais conhecido no cinema independente americano.

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Deus da Carnificina (2015)
Deus da Carnificina acabou sendo o segundo filme de Polanski na lista de maio, além de O Bebê de Rosemary (1968), logo acima. É uma adaptação da peça homônima ao cinema e traz dois casais se encontram no apartamento de um deles para resolver a briga que seus filhos tiveram na escola. Da educação ao descontrole, das famílias de bem e do bem, a graça é ver grandes atuações deste elenco impressionante (Jodie Foster, Kate Winslet, Christoph Waltz e John C. Reilly) em um único ambiente. Direção precisa e inteligente, diversão tensa e garantida de quem faz cinema há décadas. 

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Rainha da Terra (2015)
Rainha da Terra (Rainha do Mundo) é um desses filmes que, mesmo nos deixando tensos, nos fazem entender a grandiosidade de seus atores. Cat (Elisabeth Moss, a Peggy de Mad Men) e Ginny (Katherine Waterston, de Romance de Manhattan, 2015) são melhores amigas e vão passar uma semana em uma casa de campo, para ajudar na recuperação da primeira, que acaba de perder o pai. Por trás dessa amizade de anos, há percepções distintas uma da outra e estando em um lugar isolado, tudo vem à tona. O filme só funciona por conta da força dessas atrizes que conseguem se transformar em seus personagens, imprimindo cinismo, depressão e inteligência de uma maneira única. É pra ver sabendo que não vai ser fácil, mas vai valer a pena. De Alex Ross Perry.

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Parceiras eternas (2014)
Mais um filme despretensioso que traz boas e interessantes reflexões. Da mesma forma que Frances Ha, aqui são outras duas amigas que estão buscando decidir o que fazer dessa adultescência, cada uma à sua maneira. As diferenças em cada uma, suas esolhas e dificuldades marcarão a independência de uma amizade que sempre começa com poucos quetionamentos sérios e depois se firma justamente por eles. Aqui, a trama surge quando elas terminam a juventude ‘segura’ da faculdade e entram no esquema 'profissional' da vida, quando nossas decisões parecem ser um pouco mais definitivas. Com Gillian Jacobs, Leighton Meester, Adam Brody e Gabourey Sibide.

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Mommy (2014)
Xavier Dolan é jovem, ousado e bom. Os filmes dele costumam também acompanhar essa tríade e Mommy impressiona. O drama gira em torno de um filho temperamental e, aparentemente com distúrbios de comportamento e vemos em sua mãe amor, dor e glória, como só as grandes mães do cinema sabem ser. Levou o prêmio do júri em Cannes e é impressionante, em ousadia técnica e narrativa. É dele também o maduro, ótimo e tenso, É apenas o fim do mundo (2016).

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Moonrise Kingdom (2012)
Moonrise Kingdom reafirma o estilo já conhecido e apreciado pelo mundo inteiro, de Wes Anderson. Todas as suas histórias são carregadas de tons de fábula, como histórias de criança para adultos... e para algumas crianças também. Esse aqui segue a regra, mais uma vez, com elenco brilhante e figurinhas marcadas da filmografia do diretor, como Tilda Swinton, Bill Murray, Jason Schwartzmann, mas também traz outros grandes nomes, Bruce Willis, Edward Norton e Frances McDormand. Este é um filme sobre infância, sobre um acampamento e as aventuras de uma dupla que decide fugir. A graça está não apenas na estética reconhecida, mas na construção dos personagens, quando até os adultos parecem imersos em uma mentalidade aventureira e doce dos tempos de criança. Volta a saudade e vontade de ter 10 anos novamente.  

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