Netflix - Abril 3.2020

by - abril 10, 2020

Salvador, 2020.

Trouxe essa plantinha lá da casa dos meus pais pro Café, porque acho que ela, sem ser piegas, é bem representativa do momento que vivemos. Estamos entre a expectativa de voltarmos à vida no que será o novo normal e a perspectiva destes dias em casa, ainda sem data de término. Imagino e espero que a angústia do início já tenha passado para a maior parte de nós e que vocês tenham conseguido estruturar alguma rotina. Eu estou nesse processo, ainda em tentativa, na primeira semana do 'hábito'. O fato é que devemos insistir na ideia de que virá algo bom, como esta plantinha que surge e se reproduz sem esperarmos, trazendo beleza na iminência do caos – uma transformação que não entendemos ainda. Enquanto aguardamos e mudamos internamente, segue a vida, segue a lista!

Atypical (2017-)
Uma série que demorei pra ver, porque achei que poderia ser besta. Na verdade, é bem boa, traz a história de Sam (Keir Gilchrist), um garoto com traços de autismo, sua família e entorno. Leve sem ser boba, comédia tranquila e uma forma incrível de inserir o autismo no entretenimento. Com Jennifer Jason-Leigh, Brigette Lundy-Paine e Michael Rapaport. Por enquanto, três temporadas.


Carol (2015)
Todd Haynes traz Cate Blanchett e Rooney Mara nesta adaptação para o cinema de um romance entre duas mulheres nos anos 50. Delicado, inteligente e sutil, as duas atrizes sustentam no olhar e poucas falas, um mundo de significados. Levou muitos prêmios por onde passou. É realmente impressionante ver o talento e a força de Cate, especialmente quando acompanhamos sua trajetória de personagens imponentes. Imperdível.


Nada Ortodoxa (2020)
Assisti esta minissérie toda hoje, quase de uma só vez. Com quatro episódios, traz os judeus hassídicos da comunidade de Satma, no Brooklyn para o nosso dia a dia. Esty (Shira Haas)não consegue se manter na estrutura radical que é parte daquela cultura e tenta sair dela. Um drama baseado em fatos reais, com uma excelente pesquisa e adaptação para o audiovisual, ainda garante uma narrativa clássica, a la jornada do herói muito boa, nos prendendo até o fim. De quebra, passamos a conhecer um pouco esta realidade tão contemporânea quanto distante de boa parte de nós. Vai ganhar um monte de prêmios.

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