Maravilhosidades da Netflix 01.2019

Parece mentira, mas sim, voltamos com as Maravilhosidades semanais, com o Café de cara nova e com a inclusão de toda uma vida literária que acontecia no Medium, em português e inglês. O plano para 2019 é focar, então fica tudo agora aqui, junto, misturado e organizado. Vai dar certo (eu acho)!

As Maravilhosidades também mudaram, porque, com o trabalho, a pós, os contos, críticas e crônicas, não está sendo fácil. Continuaremos semanais, mas com três dicas especialíssimas como sempre e diversas, porque ninguém vive só de comédia romântica, documentário e grandes diretores. ;)
Agora chega de falação e segue a primeira edição deste ano desafiador:

Roma
Roma || Alfonso Cuarón - 2018 || 135 min
Cuarón estava inspirado com esse. O diretor de E sua mãe também (2001), Filhos da Esperança (2006) e Gravidade (2013), não apenas dirigiu esse, como foi co-editor, fotógrafo e roteirista. A fotografia em preto e branco impressiona, o apuro visual dos enquadramentos e suas sequências são de tirar o fôlego ao mesmo tempo que instituem um tempo diferente do olhar. E ainda, realizando o segundo desafio maior de um cineasta (o primeiro seria filmar em plano-sequência): filmar na ordem dos acontecimentos.

Estamos falando da Cidade do México no início dos anos 70, com uma turbulência social iminente e e se espalhando pelas ruas e as velhas tradições encontrando as transformações sociais em uma casa de classe média. O protagonismo está na empregada doméstica Cléo: uma mulher jovem, que vem do interior do país para morar na casa, nada diferente do que nos aconteceu por anos no Brasil. O filme é magnífico, a atriz Yalitza Aparicio havia acabado de se formar como professora e após quase um ano definindo o elenco, o diretor a encontrou. O filme é uma produção original da Netflix e acaba de levar os Globos de Ouro de melhor filme, melhor diretor e roteiro. Não tenha dúvidas, vale a experiência. Só não espere nada muito americano aqui, a pegada é outra.

Bônus: entrevista de cinco minutos em inglês, com Cuarón e vários convidados ilustríssimos.

The lobster
The Lobster || Yorgo Lanthimos - 2015 || 119 min
Não sei se todo mundo percebeu esse filme chegando em dezembro do recém-finado 2018. Ele é estranho, porque a estranheza faz parte de sua estética e de tudo o que propõe, o que o torna ainda mais interessante. Colin Farrell é um recém-divorciado que se hospeda em um hotel e precisa encontrar um novo par ou será transformado em um animal. Rachel Weisz é uma mulher cegamente apaixonada.

É o apocalipse para as pessoas solteiras, a solidão é uma ameaça à vida humana e precisa ser combatida a todo custo. Um dos filmes mais críticos, interessantes e inteligentes de 2015, levou a Palma de Ouro e outros 33 prêmios pelo mundo. Vale cada minuto e carrega grande elenco.
Ainda em dúvida? Veja o trailer!

Marie Kondo
Ordem na casa, com Marie Kondo || Marie Kondo - 2019 || 40 min/eps
Correndo o risco de apanhar aqui, a série é interessante, juro! Marie Kondo é uma escritora e consultora de arrumação (organizadora, se preferir) japonesa. Ela lançou alguns livros que viraram best sellers instantaneamente e ainda tem um canal no Youtube. Agora entra na Netflix com essa série fofa e até curta acerca do mesmo macro tema: organizar a casa para viver melhor. Parece simples e óbvio, mas levanta questões. Para quem é adepto de uma cultura minimalista, menos consumista, talvez não veja grandes novidades, mas vale pelo menos, para pegar umas dicas.

Arrisco dizer até que não precisa ver todos os episódios, mas é legal acompanhar os primeiros e entender o porquê do sucesso dessa moça, como suas ideias simples te levam a refletir sobre seu modo de viver com o que você tem - de bens a familiares e amigos. Tudo o que você tem lhe traz alegria? Antes de reclamar comigo por indicar uma série que parece auto-ajuda + qualquer outra de arrumação, dá uma chance. E, qualquer coisa, investe no documentário já indicado aqui, Minimalismo.

6 comentários:

  1. Ordem na casa, episodio 2 é muito bom.

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  2. http://newtorrent.com.br/download-game-of-thrones/

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  3. O filme Roma foi indicado ao Oscar 2018.
    O link da notícia não é o que está acima.

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  4. https://www.google.com/url?sa=i&source=web&cd=&ved=2ahUKEwjK0LTBpoLgAhW2HbkGHUalD28QzPwBegQIARAC&url=https%3A%2F%2Fgauchazh.clicrbs.com.br%2Fcultura-e-lazer%2Fcinema%2Fnoticia%2F2019%2F01%2Foscar-2019-roma-e-pantera-negra-sao-indicados-a-melhor-filme-confira-lista-cjr7qkoe800gg01nxngwgub9m.html&psig=AOvVaw3UaXLtCNi83byC82OeFLc6&ust=1548277829118639

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  5. Meu Deus! Preciso para de enrolar e finalmente assitir Roma. Não sei porque não vi até hoje, na real. Mas, com certeza, suas palavras me animaram ainda mais para ver.

    Estou louca para ver The Lobster também, cheguei a colocar na minha lista no final do ano passado. Depois que eu vi A Favorita, a vontade só aumentou. Mas agora aqui onde estou não tem The Lobster na Netflix :(

    Sobre D. Marie Kondo. Adoro o livro dela, ela abriu meus olhos para várias compulsões consumistas que eu tinha/tenho. Certamente parei de comprar uma maçaroca de livros toda vez que entro na Amazon depois que li o livro dela... E toda vez que vou comprar uma roupa me pergunto 'isso me trás alegria?'. Mas, achei a série meio mais ou menos... Talvez pela barreira de idioma (ou talvez até cultural) entre ela e as pessoas de cada episódio. Algumas pessoas não pareciam compreender muito qual era o objetivo da arrumação e algumas estavam entrando naquilo forçados por um parceiro (se certamente o que não é a intenção de Marie Kondo no livro). As vezes tinha vontade que ela desse a real pra galera (tinha gente ali que precisava era de um psiquiatra... tu viu aquela mulher hoarder que morava na casa com toda a decoração de natal do planeta?). As vezes achava que os episódios focavam muito em coisas não relevantes e pulavam a parte dos métodos de arrumação (que pra mim é o mais legal). Mas principalmente, fiquei com a impressão que as pessoas não aprendiam a valorizar o que elas tinham no final de cada episódio, elas só pareciam ficar feliz que a casa não estava mais um mangue... Não senti firmeza de que aquela mudança seria para sempre, me pareceu algo mais temporário. Enfim, achei que faltou um pouco do encanto e sensibilidade outras séries de transformação como, por exemplo, Queer Eye ou a audácia e extravagância de um Changing Rooms. Mas recomendo o método Konmari pra vida! E certamente irei reler o livro dela de tempos em tempos para lembrar do valor dos objets e das memórias.

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