Maravilhosidades da Netflix - Acabou Abril!

by - abril 26, 2017

Estamos de volta depois de algum tempo, com muitas histórias para contar e já acabando este incrível mês de abril e seus feriados inesquecíveis. Estamos de volta com as Maravilhosidades e aos poucos, as críticas dos filmes e séries mais relevantes. Sem mais delongas, segue nossa lista incrível para começar Maio do jeito certo - com feriado na segunda-feira!!

Ex-Machina: instinto artificial (2014, de Alex Garland) – 108 minutos
Três atores dominam toda a trama. Um programador, Caleb (Domhnall Gleeson, um dos melhores atores do momento - guarde esse nome), é convidado para um projeto experimental com Nathan (Oscar Isaac), uma grande figura do mundo tecnológico. A experiência se passará na casa deste líder e se dará em torno da interação com Ava (Alicia Vikander), um robô de feições femininas, para avaliar suas qualidades humanas. A partir disso, muita coisa vai acontecer e encontraremos muitas outras relações com humanidades e desumanidades neste tenso suspense. Não é terror,  não se engane, mas é impressionante a capacidade que o filme tem em nos prender a cada segundo, com tantas restrições: um mesmo cenário, os mesmos brilhantes atores. Conhecido por filmes tensos, Alex Garland foi indicado ao Oscar de melhor diretor por esse filme, que levou outros 64 prêmios, inclusive a estatueta de melhores Efeitos Visuais.

Nebraska (2013, de Alexander Payne) – 115 minutos
Se você busca uma experiência estética em um filme simples e direto, te apresento Nebraska. Rodado em preto e branco, com uma fotografia linda e limpa, grandes enquadramentos, o drama/comédia está centrado na vida de Woody Grant (Bruce Dern) que decide buscar um prêmio de revista de um milhão de dólares em Nebraska. Seu filho David (Will Forte), entendendo a estranheza da situação, tenta convencer o pai a desistir da ideia e, encontrando resistência, se junta a ele nesta viagem. Com um humor ácido e duro, o filme não é uma comédia de gargalhadas, mas os diálogos impressionam em inteligência e sarcasmo. O diretor é conhecido por isso, por filmes humanos e brilhantes, que intercarlam personagens de grandes corações e aqueles outros que infelizmente encontramos na vida real. Os Descendentes (2011), Sideways (2004) e As Confissões de Schmidt (2002) são outros filmes do diretor.

Minimalism – a documentary about the important things (2015, de Matt D’Avella) – 79 minutos
Podemos viver com menos? Tudo o que temos, todas as nossas coisas, são fundamentais, imprescindíveis em nossas vidas? Joshua Millburn e Ryan Nicodemus são amigos de longa data que, após conquistarem as carreiras dos sonhos e terem tudo o que queriam, viram que não precisavam de tanto, que esse querer tudo causava mais angústia e vazio do que satisfação e felicidade. Eles mudaram seus hábitos e isso resultou em um livro sobre uma forma de viver mais simples. Contando assim, parece pouco e óbvio, mas o filme traz este e outros exemplos, alternativas ao ritmo de vida e consumo a que todos, ou quase todos, estamos acostumados. Vale a experiência.

Um lugar chamado Notting Hill (1999, de Roger Michell) – 124 minutos
Julia Roberts e Hugh Grant em uma comédia fofíssima na saída dos anos 90 é tudo o que precisamos neste feriado. Muito provavelmente os viciados em comédias românticas já passaram por aqui, mas é um filme leve, bobo e divertido, que dá pra rever sem sacrifícios. Comédia inglesa, Anna Scott (Roberts)é uma grande atriz que vai fazer um filme em Londres e se depara com William Thacker (Grant), um livreiro que mora e trabalha em Notting Hill. Os encontros e desencontros com atores ótimos, grande trilha sonora, bom timming para comédia e uma certeza de que tudo acabará bem pode ser o que você precisa para um fim de semana tranquilo e alegre.

13 reasons why (2017, de Brian Yorkey) – 60 minutos/eps - 13 episódios
A ideia é sempre ter uma série para indicar e esta 13 reasons why, ganha créditos muito por conta de sua polêmica. Hannah Baker (Katherine Langford) é uma garota de 16 anos se suicida e antes disso, grava fitas cassete com seus motivos para o ato. As razões, ela diz, são as atitudes que as pessoas de seu entorno tiveram, que contribuíram para o trágico desfecho. Clay Jensen (Dylan Minnette) é um de seus melhores amigos que acaba de receber em casa a série de fitas e se vê obrigado a ouvi-las. A série trata de bullying, em resumo, de depressão, transversalmente e das relações pessoais neste momento de formação da personalidade. Aí há envolvimento familiar, escola, educação, amizades e amores. A grande questão do suicídio adolescente é posta à prova e a série prende o espectador, mas não é a última novidade em termos estéticos ou narrativos. Vale assistir entendendo, inclusive, que poderia ter menos episódios, que algumas histórias poderiam ser condensadas, mas tudo faz parte do jogo. A dica aqui é que se assista a alguns episódios e veja se interessa. A parte boa é que talvez te remeta às suas próprias histórias quando adolescente. Talvez para o público estadunidense seja mais impressionante, já que o bullying lá é muito mais agressivo. Em breve sairá aqui sua crítica completa.

You May Also Like

1 comentários