Um parêntese para dois Mestres


No dia dois de fevereiro de 2014 um dos meus mestres se foi. Virou luz, foi pro céu, virou poeira e terra, natureza. Não importa a crença. Ele é, ao mesmo tempo, imortal em suas obras, por suas obras, através delas. Eduardo Coutinho foi um dos maiores documentaristas de todos os tempos e do mundo, sem exagero. 

A falta foi tanta, que lhe escrevi sobre aquele mesmo dia, tão bonito e pacífico em Salvador - Dia de Yemanjá -  tão brutal foi aqui no Rio. Essa aqui é minha homenagem e saudade.

Teve também esse, depois que eu li os livros de Svetlana Aleksiévitch e acho que eles têm um trabalho que se comunica bem e busca objetivos similares com o mesmo afeto, cuidado e qualidade. Svetlana virou Nobel nos últimos anos e cada livro dela poderia ser um filme dele.

Tiveram outros textos e menções ao mestre, não seria de outra forma, mas também tem essas impressões de Canções, um de seus filmes mais gostosos. Vale a leitura.

O título é sobre dois mestres, porque lembrei de outro. Um professor que virou amigo, mas sempre foi orientador da vida, das teorias, do cinema. Mohamed Bamba também nos deixou cedo demais e hoje o facebook o trouxe como uma lembrança, uma publicação minha justamente falando de Coutinho que ele generosamente compartilhou. Muitas saudades de Bamba, daquelas que o tempo não apaga, mas deixa um sorriso das lembranças felizes.

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